TUDO SOBRE MEU SPFW

Oi meus amoresss, tudo bem??

Se vocês me seguem no Instagram, o que deveriam hahaha, vocês viram que eu estava semana passada no São Paulo Fashion Week, que é a maior semana de moda da América Latina e realizando um hiper sonho que eu tinha!
A postagem vai ser dividida pelos dias e o que eu fiz, ok? Mas primeiro vamos tirar umas dúvidas!

COMO?

Fui convidado para estreia da marca BOBSTORE no dia 24/10 e como já iria para São Paulo para esse evento, resolvi ir em outros que estavam na semana de moda como o Projeto Estufa e o JK IGUATEMI TALKS FASHION.

SOBRE A EDIÇÃO N46:

Essa edição foi totalmente diferente das outras, começando pelo local que foi em um galpão industrial (ARCA) na Vila Leopoldina e com uma mega estrutura. O tema desse ano foi TRANSPOSIÇÃO e o objetivo era trazer um ar de mudança e inovação para o evento. O Projeto Estufa, que é uma parceria entre os idealizadores e empresas privadas, aconteceu no Farol Santander e na ARCA com vários stands e obras babadeiras de alguns artistas.

COMO TER ACESSO AOS EVENTOS?

O Projeto Estufa, que possui stands, masterclass, talks e alguns desfiles, o ingresso é pago! Você paga ou o dia ou os dias todos e isso te dá acesso à programação desse projeto.

Os desfiles das marcas que acontecem, o acesso é apenas diante de convite que a marca manda. Algumas liberam alguns convites na hora do desfile dentro do evento, ou seja, se você comprar o Projeto Estufa e ficar lá dentro da ARCA antes do desfile, talvez você consiga um convite para assistir os desfiles das marcas, MUITAS pessoas fazem isso.

O JK IGUATEMI TALKS FASHION é totalmente pago e é no próprio shopping e é composto de painéis e workshop. Eu fui para lá no dia 25/10 e vi os painéis desse dia e fiz o workshop da Lilian Pacce.

DIA 24/10:

MASTERCLASS: BLOCKCHAIN, SINGULARIDADE E O SENTIDO DA MUDANÇA.

Essa masterclass foi dada pelo PhD neurocirurgião Álvaro Machado Dias e pelo PhD em matemática Eduardo Oda que foi também o primeiro hackerspace da América Latina.
De forma bem resumida, o debate girou em torno das novas tecnologias e dos meios modernos de moedas virtuais, como o Bitcoin. Eu sou totalmente leigo no assunto e sempre tive curiosidade para entender mais como funciona esse tipo de moeda virtual.

DESFILE HELENAS PONTES:

O primeiro desfile do dia fala sobre mulheres pássaros e sobre sua liberdade de voar. Cheia de linho e algodão e com cores mais terrosas, essa foi a coleção da Helena. Além disso, é uma coleção com recortes geométricos bem minimalistas, até nos calçados.

 

DESFILE ÃO:

Eu recebi mensagens e comentários o tempo todo desse desfile, simplesmente pelo fato dele não seguir o convencional. A coleção que foi nomeada de AZUL, cor vista no rosto dos modelos, se volta para um mundo lúdico e é por isso que ela sai do tradicional com composições volumosas e extravagantes, cheias de elásticos e cordas.

 

DESFILE KORSHI 01:

Desses 3 desfiles do Projeto Estufa, esse foi o que eu mais gostei. Achei BAPHO a coleção!
Os estilistas focaram muito na versalidade, cada peça tem mais de uma função e pode se transformar em outras peças, PENSA SÓ: você tem vários compromissos no dia e uma peça pode se transformar em outro look, genial!

Maiôs cavados, para todos gêneros, sobreposições, croppeds, calças que viram bermuda com bolsões na frente. EU AMEI MUITO!

Além disso, o casting era hiper diversificado, tanto no padrão de beleza quanto na altura dos modelos e isso sim representa o que a gente é!

 

TALKS: ECONOMIA CIRCULAR #VISTAAMUDANÇA: COMO FAZER UMA MODA DE IMPACTO POSITIVO?

Esse TALK só confirma muito do que eu sempre falo: a sustentabilidade é pauta para tudo em todos os canais, seja arquitetônico, seja na moda, enfim…

Primeiro é importante saber o que é economia circular que contraria o padrão da economia linear, principal forma de economia atualmente.

A economia circular, ela copia o ciclo da natureza que é de máximo reaproveitamento dos produtos utilizados para o resultado final. Na moda isso pode ser visto seja no reaproveitamento de tecidos como na melhor escolha de linhas para a fabricação deles, como fibras orgânicas.

396d99_f76e00cc895e4200a4edcb75ca096d68_mv2

O TALK focou em como a C&A aplica isso e como é importante o marketing dessas ações, pois assim o consumidor final fica ciente do processo da sua roupa e acaba valorizando também mais a marca por optar pela sustentabilidade.

A C&A criou esse movimento #VISTAAMUDANÇA para promover em cadeia nacional a ideia de sustentabilidade e onde eles explicam como funciona esse movimento na sua marca.

TALK: O CORPO EXPANDIDO EXPERIÊNCIAS VESTÍVEIS INTELIGENTES E BIOMATERIAIS.

Esse TALK foi feito pela Lina Lopes, que volta sua pesquisa e atuação para a proximidade com o próprio corpo. Essa pauta faz parte de sua vida, pelo fato dela ter um problema na coluna e desde sempre ela possui uma percepção maior para o próprio corpo.

Nesse TALK ela mostrou projetos em que ela fez uma tinta corporal que é condutora e colocou LEDS espalhados pelo corpo, eu achei babado esse projeto.

Além desse, eu amei o WEAR -US que foi a execução de um vestível inteligente, o projeto teve como foco uma roupa para uma Drag Queen que se inflasse.

ESTREIA DA MARCA BOBSTORE NO SPFW: 

Esse foi o desfile para o qual eu fui convidado e que FOI MARAVILHOSO!

Os coordenadores de estilo, André Boffano e Samuel Santos, arrasaram nessa coleção e ela tem uma pegada bem western!

Cheia de franjas, tanto nas roupas, bolsas e botas , muito couro e tricô e sobreposições lindas! Algumas famílias da coleção de cores fortes, como laranja (lembrem do que eu estou falando do laranja para o ano que vem).

Além disso, tem marcantes estampas de leopardo, cavalos e flores e muita assimetria nas costuras e nas composições. O casting do desfile estava babadeiro e o fechamento também foi LINDO! Amei tudinho! Ansioso para o próximo já!

 

DIA 25/10:

Essa data eu fiquei o dia todo em painéis muito legais e vou resumir para vocês e focar no que for mais importante!

PAINEL: BOTTLETOP. UMA JORNADA DE DESING SUSTENTÁVEL:

Bottletop traduzindo para português é a tampinha da garrafa, isso mesmo, são designs de bolsas feitas com tampinhas de garrafas. A era sustentável está mais que presente.

Cameron Saul, que é o designer, cresceu já no meio da moda luxuosa e foi na antemão para buscar um produto sustentável. Grande parte de sua inspiração veio da África, país onde ele ficou por um tempo e produziu lá mesmo com as mulheres e crianças artesãs e com isso aprimorou mais ainda seu trabalho. Com isso, já conseguimos perceber que ele valoriza muito a moda artesanal!!! BABADO!

Além disso, ele integrou a moda, música e arte que se voltam para a cultura afro no Brasil, com vários remixes de Djs famosos.

Outro ponto importante, é que ele já teve contato também com couro de abacaxi para criação de suas peças e agora está desenvolvendo peças em impressão 3D, ou seja, com desperdício mínimo de tecidos e mínimo poluição! Além disso, o interior da loja em Londres, foi desenvolvido a partir desse tipo de impressão! Maravilhoso, não é?

 

PAINEL:  COLABORAÇÕES CRIATIVAS E O FUTURO DA MODA.

Esse painel foi composto por Alexandre Herchcovitch (A La Garçonne), Patrícia Bonaldi (PatBo) e Andrea Ribeiro (Hering). (obs: eu quase tive um troço, vocês já imaginam, né?)

O ato de fazer collabs é bem recente no Brasil e seu marco forte e inicial veio em 2004 com a parceria entre Riachuelo e Versace, isso mesmo que você está lendo!

A importância discutida nas colaborações não vem apenas do financeiro, tem principalmente o lado de experiências e de marketing.
As empresas possuem formas diferentes de produzir, de tecelagem, de estratégias de marketing e o mais importante de colocar o nome da marca como mais acessível.

Quem comprou Versace feat Riachuelo, com certeza nunca imaginou estar um dia usando algo que foi elaborado por Donatella Versace ou às vezes nem conhecia a grife e depois disso começou a conhecer. Essa mesma lógica se aplica a A la Garçonne e a PatBo ao produzirem com a Hering, que possui um sistema de produção e de estilo totalmente diferente e para públicos diferentes, ou para a Vans que também tem um público bem diferente do que o da A la Garçonne.

Além disso, como foi dito no painel, quando a parceria é internacional, como a PatBo fez com a Converse, é uma forma de valorizar o nacional  e demonstrar o valor qualitativo do nosso produto também lá fora.

 

WORKSHOP: MASTERCLASS ONDA VERDE. COMO ENFRENTAR E COMUNICAR, COM LILIAN PACCE. 

Quem me conhece sabe o quanto eu admiro o trabalho da Lilian e o quanto eu acho ela hiper inteligente e com vivências que nós NUNCA conseguimos nem imaginar, sério! E ver ela de perto e ter esse diálogo com ela foi INCRÍVEL.

Como eu já falei acima, a onda sustentável tem cada vez mais foco e a Lilian é uma das que atuam ativamente nessa área.

Primeiro é importante dizer como a modernidade contribui para isso e é a partir da praticidade. É muito mais prático a gente ter algo descartável que usa e joga fora do que ter algo que temos que lavar, cuidar e que ocupe espaço. Porém, é esse pensamento que fez com que cheguemos ao nível alarmante de poluição.

Outro ato contemporâneo, e que eu acho péssimo, são as queimas reais de estoque das grifes para não desvalorizar a marca, como a própria Burberry que já queimou mais de 100 milhões em roupas para evitar sua desvalorização a partir de promoções que podem gerar futuramente uma pirataria. Outras grifes como Chanel e Louis Vuitton já fizeram a mesma coisa.

Inclusive, um dia antes do workshop, o parlamento da União Europeia deu o aval para lei que proíbe o uso de plásticos descartáveis, como canudos, copos, pratos, etc. Para vocês verem o quanto o foco realmente está no sustentável atualmente.

Uma das atuações da moda nesse quesito de sustentabilidade em São Paulo, em parceria com Lilian Pacce, foi quando foi divulgada a campanha “Eu não sou de plástico” em 2007 e que contou com o apoio de diversas grifes, artistas e influencers para incentivar a diminuição do consumo de plástico, como se fosse uma pegada fashion trend, e incentivar o que mais usamos hoje é que são as Ecobags. Esse projeto, inclusive, resultou no seu livro em 2009 “Ecobags – Moda e Meio Ambiente”.

Além disso, um outro modo bem atual de entrar na onda eco é incentivando a economia circular que pode ser vista pela reciclagem de roupas usadas, com iniciativas de sites e feiras também.

Uma das coisas que eu amei e que eu irei fazer e mostrar tudinho aqui no blog é a criação da a #1lookporumasemana que vai na contramão do #LookDoDia e a pessoa se desafia a usar o mesmo look de formas diferentes por 1 semana, ou o máximo de dias possíveis.

Enfim, esse workshop foi incrível e eu poderia ficar horas escrevendo sobre ele aqui, mas logo, em outras postagens, irei colocar mais conteúdo absorvido nesse dia!

 

PAINEL: STREETWEAR E A REVOLUÇÃO DO SISTEMA. 

Eu estava ansioso para esse painel, pois é um tema que eu venho acompanhando e queria muito ver um debate sobre.

O debate foi composto por Rony Rodrigues, que trabalha na área de marketing e é parceiro na marca Cotton Project, Cristian Rezende, um dos sócios da Cartel 011 e foi mediado por Jorge Grimberg, que é um jornalista de moda e lifestyle muito f*da.

Antes de tudo é necessário uma pincelada rápida no histórico, não é?
O streetwear veio depois do sportwear e como todos sabemos, ele surgiu do subúrbio da América do Norte. Nesse subúrbio, as gangues rivais começaram a substituir as brigas violentas por brigas de batalhas que conhecemos hoje que é o hip-hop e com isso as roupas também foram mudando e tomando o estilo da rua que a gente conhece.

Assim, várias marcas surgiram da rua e o pessoal ia lançando roupas semanalmente, ou de outros espaços curtos de tempo, para a sua própria comunidade, o que chamamos de fashion drop e o que SUPREME faz, lançando uma “mini coleção” toda quinta feira.

Antes as roupas que as pessoas usavam nos guetos era sinal de prosperidade, dependendo de onde você comprava, pois queria dizer que você saia do gueto e iria comprar em um lugar mais chique e rico, agora, vemos a inspiração com efeito contrário. Antes do Instagram, quando as grifes começaram a se inspirar no streetwear, elas mandavam pessoas para os guetos e pesquisarem o que eles usavam e como. Umas das grifes que fizeram isso na década de 60 foi a própria Yves Saint Laurent.

Vale lembrar também que o movimento da contracultura não misturava nem uma grife com a outra para expor em vitrines ou desfiles e, atualmente, vivemos em uma antítese, pois existem collabs com marcas de extremo luxo e de marcas que sua comunidade é o subúrbio. (Louis Vuitton e Supreme, por exemplo).

 

Atualmente o streetwear aparece em várias grifes de alto luxo, como o desfile da Louis Vuitton de Virgil Abloh em Paris, que teve segmentos de streetwear MARAVILHOSOS  além de ter sido um desfile MARCANTE E FODA!

 

Uma das perguntas que eu mais amei do painel foi de como as drops afetam o mercado de luxo?

Primeiro que várias marcas pararam de lançar estações definidas, no próprio SPFW várias marcas misturam seus lançamentos e às vezes fazem lançamentos mais curtos, ou seja, com a velocidade de criação as grifes estão se adequando à isso e uma das formas vistas são as próprias collabs.

 

E AÍ, MEUS AMORES! O QUE ACHARAM?!
Eu acho que esse foi o post mais rico em conteúdo de TODOS! Eu amei e amei demais a experiência ter vivido tudo isso!
Espero que vocês tenham gostado e até a próxima! ❤

 

 

 

Anúncios

Nenhum pensamento

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s