REVIEW MFW MEN’S 2020/1

Oi meus amores, como vocês estão?
Preparados para a temporada de REVIEWS que eu tanto amo?
Então vamos lá que está cheio de babados!

Ermenegildo Zegna:

A coleção apresentada é muito monocromática e se inicia com tons terrosos e cores mais frias e finaliza com algumas cores vivas, como vermelho e azul. Sua base está nos recortes de alfaiataria, algumas peças pareciam muito com um tie dye e que inclusive eu AMEI demais, mas o que entra em primeiro lugar na minha fav list é a bag lateral que parece ser uma caixinha de óculos! Fiquei apaixonado!

Um detalhe que eu amei foi que algumas peças foram pressionadas durante a fabricação para criar pregas e vincos irregulares, o que, nas calças por exemplo, dava um efeito de amassado e eu achei TUDO!

Um item importante que vi na minha pesquisa é que: 20% das roupas expostas foram feitas de nylon e lã recicladas a partir dos resíduos existentes da marca, ou seja, a aplicação do recycle é real!

 

Emporio Armani:

A coleção foi enorme e eu selecionei os looks que eu mais gostei e que eu tenho mais propriedade de conhecimento, obviamente!

Primeiramente, como já esperado, a coleção cheio de corte de alfaiataria, porém, dessa vez, um toque forte de sportwear se fez presente! Eu já apresente para vocês diversas vezes aqui no site e no Instagram sobre as calças cargos e nessa coleção, os bolsões que nós amamos dessa calça, estava presente em diversas peças superiores na coleção!

Foram bolsos nos coletes, nas camisas, nos sobretudos e nos casacos. Um detalhe que eu amo e eu acho super chique são as luvas de couro em grande parte das composições do início do desfile. E por falar em início do desfile, ele começou muito cinza e tomou vida apenas na combinação do preto e vermelho, que inclusive é minha família da coleção preferida!

A coleção encerra bem no toque do sportwear com luvas bem grandes, similares com as usadas para esquiar, e com algumas peças acolchoadas.

Alexander McQueen:

Preciso admitir que foi difícil escolher as fotos para colocar aqui no site, pois a coleção está incrível, cheia de arte e com cortes bem moldados!

Com uma silhueta bem definida e ternos, sobretudos e até jaquetas motociclistas marcadas na cintura, é assim que Sarah Burton inicialmente causa um orgasmo aos nossos olhos e não satisfeita ela nos apresenta macacões e suéteres bordados a mão!

Existe um link com o artista inglês Henry Moore, que em algumas peças da coleção foi pintado à mão a sua obra Three-Quarter Figure (1928). E para finalizar, quem me conhece sabe que estou na vibe total de oversized e esses suéteres são totalmente essa vibe maiores, com mangas quase cobrindo a mão e ombros caídos! AMO!

O que eu posso absorver dessa coleção e sugerir vocês: abusem da silhueta, usem cintos, bolsas e qualquer acessório que faça essa mesma marcação babadeira que a Sarah brincou na coleção.

 

Salvatore Ferragamo:

Para fazer essa coleção, Paul Andrew, se perguntou sobre o homem da nova década e ele chegou a conclusão de 6 tipos diferentes de estilo para isso: o empresário, marinheiro, surfista, piloto de corrida, soldado e motociclista.

Por isso, a coleção é uma variedade incrível de mesclas, com um blazer bem formal e uma calça legging, um sobretudo com uma bota de borracha de pescador, jaquetas de couro com macacões e toda a mescla incrível que a vida moderna hoje nos proporciona, mas tudo no alto padrão da marca que a gente já espera.

PRADA:

Assim como Salvatore Ferragamo, a Prada analisou também o homem moderno no trabalho e em sua rotina diária, mostrando vários tipos diferentes de composições e mesclas de tecidos.

A passarela também foi importante para tal conceito, sendo ela uma praça com uma estátua no meio e um relógio bem no centro, creio eu que demonstrando também o quão importante é o tempo para o homem moderno.

Na coleção foram vistos jovens executivos em ternos de três peças ou separadas, tipos de bolsas diferentes na mesma composição (braço e quadril) e jaquetas mais justas e outras mais infladas. A mescla com os outros tipos de trabalho, como o trabalhador rural, é vista nas botas de borrachas, que também aparecem no desfile anteriormente comentado, jaquetas de veludo bem grandes e para entrar no urbano nada mais justo do que uma mistura de tudo o que já foi dito com ainda estamparia gráfica voltada para o sportewear, visto também nós bolsos.

Um destaque que eu amei foi a logo da marca distribuída nos blazers e mais uma vez cá estou eu apaixonado pelas bags vistas na passarela que são muito perfeitas!

Infelizmente dessa vez não tem aquele super truque de stylist que amamos, como quando teve a temporada com os cintos duplos, lembram? Mas da para se inspirar muito nessas composições!

FENDI:

A coleção contou com a participação do diretor criativo Kunihiko Morinaga da marca Anrealage, que deu um toque tecnológico na parte têxtil da coleção, com peças que mudam de cor na luz UV.

É uma coleção que Silvia Fendi se voltou para o básico, o clássico da alfaiataria, com tecidos também clássicos e inovou em alguns recortes, como a assimetria, jaquetas mais armadas e até mais curtas. A coleção se apresenta com poucas cores vivas, entre elas vermelho, verde e destaque para o amarelo, que eu amo!

Não posso deixar de comentar as bags merendeiras, bem quadradas e que chamam a atenção! Ela apresentou composições que apareciam até duas dessas bags, uma na mão e outra no ombro.

GUCCI:

Nessa coleção Alessandro Michele voltou ao seu tempo de escola, brincando com uma alfaiataria que se aproxima da infantil, com bermudas curtas e blazers com botões grandes. Além disso, o brilhante diretor criativo, crítica uma masculinidade tóxica, nos convidando a “revisar e reconsiderar” as características da masculinidade através de uma jornada alegórica de roupas de volta à infância, onde tudo era permitido.

Essa temporada em Milão foi lotada de jaquetas, blazer e camisas croppeds e também muito oversized, que não foi diferente na coleção da Gucci quebrando essa masculinidade com roupas justas e consideradas “femininas” (até uma calça boca de sino apareceu na coleção!).

Então, meninos, vamos nos desprender desses padrões tóxicos de masculinidade e usar o que a gente quer, o que nos faz sentir confortáveis, sem nos prender ao gênero!

 

E aí, meus amores, gostaram do REVIEW? Já estão pensando em como usar as tendências?

Espero que sim e até a próxima!

Beijinhos!

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